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Um início de ano agitado para o setor de saúde suplementar. Troca-se o ministro da área. Indica-se um novo presidente para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mas a votação do nome depende dos misteriosos processos de negociação do Senado.
O Judiciário, também sem pressa, examina ações que pretendem suspender ou conceder prazos maiores para o debate sobre reformas nos planos de saúde. Na Câmara dos Deputados, o mesmo tema das reformas precisa de um mínimo de consenso para avançar. E esperar por qualquer consenso em saúde suplementar é, como se sabe, um risco elevadíssimo.
Com notícias da Anvisa e da ANS, o JOTA PRO Saúde entrega previsibilidade e transparência para empresas do setor
Enquanto isso, o que temos mesmo de real é a divulgação pela ANS dos resultados das operadoras em 2024. Como se previa, elas obtiveram o melhor resultado desde 2020 – o que, para os hospitais privados, deve ser sempre motivo de comemoração. Somos, pela estrutura do sistema, 80% dependentes do que é repassado pelas operadoras para pagamento dos serviços que prestamos aos clientes dos planos. E necessitamos de operadoras fortes e financeiramente saudáveis.
Há, ainda, outra razão para olharmos com solidariedade para as operadoras e os demais elos da cadeia. Os hospitais são o único local onde estão diretamente presentes todos os segmentos.
Em nossos corredores, leitos e blocos cirúrgicos, comparecem os fornecedores com seus equipamentos e insumos; os planos de saúde, repassadores de recursos obtidos das empresas e dos demais contratantes; os profissionais de saúde, em especial enfermeiros e médicos; e, acima de todos, com suas dores e esperanças, os pacientes. Sem a pretensão de sermos mais importantes, assumimos a responsabilidade e o desafio de estarmos no centro desse sistema complexo.
Temos orgulho de ser, portanto, o segmento onde todos se encontram. Daí decorre o comportamento da Anahp: por coerência, temos a postura de olhar para o conjunto todo, pensar no sistema. Imaginar a dificuldade crescente dos contratantes para o pagamento dos planos. Ouvir, como parceiros, a preocupação das operadoras com a sustentabilidade do sistema. Apoiar na prática qualquer combate ao desperdício. Acolher com carinho e qualidade os pacientes. E aguardar que nos tratem da mesma forma.
Hoje, porém, quando diminuem as dificuldades das operadoras, o que vemos? Aumentam as glosas, adia-se o pagamento pelos procedimentos executados. Um levantamento da Anahp divulgado nesta semana comprova que o total de serviços prestados aos pacientes, ainda não pagos pelas operadoras, passava de R$ 5 bilhões ao longo de 2024, apenas entre associados da entidade que participaram da consulta. Se fossem todos os associados, poderia se estimar R$ 9 bilhões. E se ouvíssemos todos os hospitais privados brasileiros?
Criou-se uma rotina que não é justa. Nos últimos três anos, o legítimo direito de glosar contas em busca de explicações sobre a correção dos procedimentos executados, todos previamente autorizados, tornou-se uma ferramenta para reter recursos dos hospitais.
Os números da Anahp comprovam que a glosa inicial chegou a 15,89% em 2024. Suspendem-se então os pagamentos e começam discussões de meses entre o hospital e a operadora. Ao final, apenas 1,96% das suspensões comprovam-se realmente justificadas. Aí, para que o pagamento seja efetivado, é exigido um desconto.
Relembre-se que esta situação atinge não apenas os hospitais da Anahp, mas todos que prestam assistência na saúde suplementar, geralmente com menor número de leitos e menor dimensão econômica, além de laboratórios de medicina diagnóstica.
Por isso, agora que melhora a situação das operadoras, é urgente e indispensável que esta situação – prejudicial aos hospitais e a todo o sistema de saúde suplementar –, seja enfrentada e equacionada. Fornecedores fortes, operadoras saudáveis, contratantes atentos, pacientes mais satisfeitos e judicializando menos. O sistema precisa dialogar de verdade e chegar a isso. Mas sem esquecer dos hospitais e demais prestadores de serviço.